top of page

Palavra da Especialista: Thais Gualberto.


A sustentável leveza do ser feminino.


Me apresento aqui como um membro do grupo de pessoas que cuidam do pensar constante sobre o ser mulher e todo o conjunto de variáveis e ditas obrigações que nos são apresentadas ainda na infância: casar, ter filhos e quem sabe, trabalhar.


Ordem que felizmente vem mudando e nos presenteando com crianças que além de se sentirem princesas, se clamam como heroínas. Vivo isso na escola que coordeno, mais do que princesas, meninas de dois e três anos me sinalizam que na verdade são heroínas. E de fato, somos. Somos filhas de uma fé que ao nascermos vamos transformar espaços, conceitos e necessidades sociais.

Estamos chegando em um patamar de posicionamento que nenhuma estrutura organizacional pode vendar os olhos para quem somos.


As empresas, por exemplo, vão promover colaboradoras em extrema produção, quando compreenderem que antes somos mulheres em nossos ciclos e fluxos, além de muitas vezes, mães. Quando valorizarem as nossas necessidades de tempo, convívio familiar e passando por cima de antigos recalques, entenderem que a produção de trabalho de uma mulher é tão eficaz quanto à do homem e junto ao homem, nos fazendo questionar por quais motivos atualmente ainda presenciamos diferenças salariais, uma questão inclusive que de posse a tantas mudanças sociais, já deveria estar fora de contexto. Somos seres humanos em igual formação e capacidade.


A conquista do espaço da mulher também implica na necessidade de respeito que o outro precisa ter em relação aos nossos quereres. A nós foi dado o dom e a escolha da maternidade e quando escolhemos a favor, promovemos mais excelência em ações, quando sabemos que nossos filhos estão bem e isso requer em urgência um suporte natural da sociedade em relação a promoção de mais creches públicas, espaços para as crianças dentro das empresas, horários flexíveis para as mães, para por exemplo, médicos, doenças e necessidades escolares, com a certeza de estabilidade no trabalho. Ao passo que as mulheres veem se desenvolvendo em todas as áreas e sentidos, e faltará performances de sucesso para empresas que não formatarem sua cultura em prol das necessidades do feminino, e assim estarão fadadas a estacionar no tempo.


Cada cenário, cada papel do ser mulher responde a uma contribuição a sociedade que esmera a evolução humana. Se faz necessário compreender que o conjunto de atividades de uma mulher nasce em um repertório diferenciado, que não cabe em uma CLT engessada e em regras corporativas que não compreendam os pormenores hormonais, os desejos de carreira e performances familiares.E o que falar dessa tal também heroína que se despede da formatação empresarial e se expande nos caminhos do empreendedorismo?


Dessa mulher que se lança com asas de fogo no abismo da vitória guiadas pelas suas próprias mãos?


Mulheres que decidem reverenciar as escolhas do seu tempo, se criam na abundância dos estudos e informações para montar seu negócio e entram no auto templo do controle da ansiedade, da insegurança e das necessidades do transformar. Sem mencionar o encontro ao equilíbrio necessário para montar a sua empresa e balizar os destinos da sua família e dos seus afazeres pessoais.


Assim, me conecto plenamente com a certeza das minhas pequenas alunas: somos heroínas por essência. Vencer é o nosso natural.


E como conviver com tantas variáveis de incertezas? A solução emerge do auto amor e do auto conhecimento. Antes de qualquer atitude, a ação primaz é olhar para si, desconectar das influências e refletir sobre o que exatamente te traduz e te trás plenitude.


É se debruçar no exército da prioridade e decidir onde colocar as pedras fundamentais dos seus sonhos.


É amar as suas escolhas na certeza de que sem elas você se desconecta dos seus propósitos e daquilo que faz sentido.


E em um fluir da alma tudo chega: realização, dinheiro, amizades, carinhos, generosidade, alegrias, viagens, sorrisos e realizações cotidianas. Tudo acontece e é também percebido por você. O prazer de viver no presente é de ser consciente.


A fórmula é olhar para dentro de si a cada manhã e agradecer a cada noite. Cuidar da sua essência para a vida e viver tudo o que se deseja viver, como Murray já diz: É viver a vida como se o mundo fosse um filho e coubesse entre os braços.


Thais Gualberto.


Mãe de três sonhos, esposa de um grande amor-parceiro, apaixonada por ensinar, viajar e cinéfila de plantão.

Psicoterapeuta Sistêmica e Designer de Carreira.

Consultora em Gestão Pedagógica Sistêmica.

Professora universitária de Gestão, Comunicação e Turismo.


Toda quinta nos Canais do #RHnaveia, tem a Palavra do Especialista:


Forte Abraço.


Alex Ramos

 
 
 

Comentários


Formulário de Assinatura

71 9 8679 2116

©2020 por #RH na veia. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page