Mulher no mercado de trabalho: histórico do poder feminino
- ALEX RAMOS

- 2 de mar. de 2020
- 3 min de leitura

Mulher no mercado de trabalho: o papel histórico do poder feminino
Escrito por Isabel Holanda
Muitas de nós comemoram, dia 8 de Março, o dia Internacional da Mulher. Mas, você sabe o motivo de se comemorar essa data?
Existem fatos, que apontam para um incêndio em uma têxtil de Nova York, em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Embora esse trágico momento tenha acontecido dia 25 de março e marcado a história do movimento feminista, a luta das mulheres começou bem antes dessa data.
Dia nacional da mulher
O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908, nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação para lutar por igualdade econômica no país. As manifestações não pararam por aí, pois cada vez mais mulheres se reuniam para protestar e lutar por relações mais justas.
Com o advento da Primeira Guerra Mundial que aconteceu de 1914 a 1918, vários outros protestos aconteciam em todo o mundo. Mas, foi no dia 8 de março de 1917, quando aproximadamente 90 mil operárias realizaram uma grande manifestação, sendo pautado vários pontos cruciais para as condições humanas.
E as mulheres reivindicaram tanto as melhorias quanto as más condições de trabalho, a fome e a participação russa na guerra em um protesto conhecido como “Pão e Paz”. Essa data se consagrou como o Dia Internacional da Mulher, sendo reconhecida oficialmente apenas em 1921.
Mulher no mercado de trabalho
O Artigo 113, inciso 1 da Constituição Federal declara que “todos são iguais perante a lei”. Mas será que isso realmente acontece em nosso dia a dia?
Embora a Constituição Federal seja muito jovem, o que acontece desde o século XVII, são exemplos e histórias de mulheres fortes, resistentes e corajosas que lutam por direitos e melhores condições. Mas quantas interpretações, muitas vezes equivocadas, temos tido quanto a essa luta por igualdade entre homens e mulheres?
Muito mais que uma mulher
Aproveito essa data que é dedicada a mulher, para buscar refletir sobre a complexidade do papel da mulher e como transformá-lo começando de nós e por nós.
Por vários anos o papel da mulher foi o de ser preparada para ser filha e esposa. Não há nada de mau ser “bela, recatada e do lar”, mas quando isso é uma escolha da mulher e não uma imposição sem escolhas, sem perspectivas e sem possibilidades.
Atualmente não há nenhum gueto, função ou atividade que alguma mulher já não tenha tido algum feito. Parece que a nossa missão sempre foi a de superação, contribuímos muito para o crescimento e o desenvolvimento da sociedade, mas a valorização nem sempre veio na mesma proporção.
Busca por igualdade
Durante anos, a mulher vem marcando a sociedade com sua perseverança, a fim de conquistar seu lugar no mercado de trabalho.
A mulher já passou por grandes obstáculos, e atualmente, recompensada pelo esforço de décadas. ela teve seus direitos garantidos, tornando-se mais simples a sua inserção no mercado de trabalho, conseguindo fazer valer seus direitos trabalhistas diante da sociedade que até então fora dominada pela força masculina.
Cenário atual no mercado de trabalho
Atualmente no Brasil, as mulheres representam 41% da força de trabalho, mas ocupam somente 24% dos cargos de liderança.
Indicadores estratégicos
Todos os anos a Gazeta Mercantil, apresenta um balanço onde mostra os percentuais de participação das mulheres no mercado de trabalho. Em 1990 as mulheres ocupavam 8% dos cargos executivos das 300 maiores empresas brasileiras e 13% no ano de 2000.
Apesar dos avanços conquistados, as perspectivas das mulheres no mercado de trabalho ainda estão longe de ser iguais as dos homens, foi o que revelou pesquisa recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT). As mulheres têm ocupado apenas 37% dos cargos de chefia no setor privado e no setor público a situação é um pouco pior, chegando a representar apenas 21,7%.
Mulher e salário
Outro dado relevante de ser analisado diz respeito a questão salarial, em média as mulheres recebem o correspondente a 71% do salário dos homens realizando as mesmas funções.
Esse dado mostra que ainda temos muito a avançar em relação ao reconhecimento e valorização dessa força de trabalho. As mulheres conseguem alcançar cargos de direção mais cedo, todavia ainda ganham em média, 22% a menos do que os homens.
Em meio a um cenário de avanço tecnológico que celebra a revolução das mais diversas áreas, é muito contraditória a desvantagem das mulheres no mercado de trabalho. Isso pode ser conferido tanto por experiências reais nos mais variados ambientes como também pelos diversos casos que uma rápida busca no Google retornará. Por outro lado, você também encontrará, em meio às pesquisas, algumas histórias inspiradoras sobre a liderança feminina e a igualdade de gênero nas empresas,
O assunto é profissão mulher – O feminino nas organizações
01 a 08 de março no Tema da semana no #RHnaveia.
Acompanhe:
Forte abraço.
Alex ramos
@RHnaveia




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